sexta-feira, janeiro 19, 2018

POESIA DA EX-MERETRIZ E EX-ALCOÓLATRA, POETA SEVERINA BRANCA


Sou da casa em que de madrugada
A criança acalenta-se ao cio
E faz sombra com a luz de um pavio
Que tem fogo amarelo igual espada
A mulher nua e fria está deitada
Ao seu lado um parceiro de aventuras
Que lhe mente a tentar fazer ternuras
Traz na bota dinheiro escondido
Que o silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Geralmente depois das oito horas
Tomo banho me arrumo no meu quarto
Para o salão toda enfeitada toda parto
Pra aceitar uns convites, e outros foras.
A cachaça e o fumo são escoras
Dando ao corpo alegrias e torturas
E as doses que eu tomo são tão puras
Que o ambiente se torna colorido
Que o silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

O pecado pra mim é testemunha
Pois ladeia o meu peito o tempo inteiro
Do primeiro ao último parceiro
Dou um nome diferente, faço alcunha.
O vermelho é perene em minha unha
Meu trabalho é melhor sendo às escuras
Sou alguém que procura umas procuras
Que navegam no rio do gemido
Que o silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras.

Mas às vezes pra cama eu vou sozinha
Procurei muitos homens não achei
E aquele que eu mais acreditei
Deu-me um “seixo” e eu paguei o quarto à Dinha
Eu já sei que é tardia a ladainha
Parecido com um pingo em pedras duras
Sou irmã, pois, do canto das loucuras
E o meu peito é acorde do alarido
Que o silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

sábado, janeiro 13, 2018

HUICHOLES - Parto Compartilhado Pelos Pais em Certos Rituais Antigos


No site da antropóloga feminista espanhola "Noemi Villaverde Maza", ela fala que em muitas sociedades existem rituais para que os homens possam participar ativamente do parto de seus filhos. essa forma de envolver o pai mais diretamente na reprodução se chama "COVADA", palavra que vem do francês e significa "incubar". 
São as tribos indígenas "HUICHOLES", do México, assim descrita por ela:
"os indios huicholes acreditam que os homens devem compartir a dor e o prazer de dar a luz. por isso o pai senta por trás da mulher que está em trabalho de parto, com uma corda amarradas aos seus testículos. essa corda fica presa aos braços da mulher. quando ela tem uma contração dolorida, mexe os braços e o marido sente a dor no próprio corpo.
a alegria dela, ao pegar na criança pela primeira vez, tambem é a alegria do pai, já que os dois fazem isso juntos".
Na foto abaixo tem um desenho da tribo, que mostra um parto Huichole:
Vejam o site, "una antrópologa en la lun. Tem outras histórias sobre costumes em vária tribos no mundo. 

Fonte: Beth Salgueiro - Facebook

segunda-feira, janeiro 08, 2018

São 45 anos que a poeta foi assassinada!



Hoje, 8 de janeiro, completam-se 45 anos de um dos mais brutais crimes políticos cometidos no Brasil. Trata-se do monstruoso assassinato da poetisa e intelectual paraguaia Soledad Barrett Viedma, ela foi cruelmente torturada e morta pela Ditadura Militar aqui mesmo em Pernambuco. Soledad estava grávida de quatro meses, e mesmo assim não foi poupada. Soledad foi encontrada nua, dentro de um barril numa poça de sangue, tendo aos pés o feto de 4 meses, expelido provavelmente durante as sessões de torturas. Este foi um dos mais hediondos crimes cometidos nos anos de chumbo da Ditadura Militar, no Brasil. Soledad recebeu quatro tiros na cabeça e apresentava marcas de algemas nos pulsos e equimoses no olho direito.

Mércia de Albuquerque Ferreira, advogada de presos políticos na época, conseguiu ter acesso aos corpos removidos para o necrotério. Sobre Soledad ela declarou, em depoimento formal:

“Ela estava com os olhos muito abertos, com expressão muito grande de terror. A boca estava entreaberta, e o que mais me impressionou foi o sangue coagulado em grande quantidade. Eu tenho a impressão de que ela foi morta, ficou algum tempo deitada e depois a trouxeram. O sangue, quando coagulou, ficou preso nas pernas, porque era uma quantidade grande. E o feto estava lá nos pés dela, não posso saber como foi parar ali ou se foi ali mesmo no necrotério que ele caiu, que ele nasceu, naquele horror.”

Soledad, atuou no VPR – Vanguarda Popular Revolucionária, movimento que fazia oposição à Ditadura numa luta pela redemocratização, e que denunciava internacionalmente as práticas da torturas e assassinatos cometidos pelo regime instaurado pós 1964. A Vanguarda atuou em várias células, tendo em Olinda ponto estratégico, onde a partir de movimentos culturais expunha todo o terror ao qual o pais encontrava-se mergulhado. Soledad e outros companheiros da Vanguarda, foram mortos, pegos numa emboscada feita a partir de delação de um agente duplo infiltrado na própria Vanguarda, o Cabo Anselmo, que na ocasião militava usando o nome de “Daniel”, fato ocorrido numa chácara no Munícipio de Paulista, sendo considerado um dos crimes de maior repercussão internacional, episódio que ganhou o nome de “Chacina da Chácara de São Bento”. Na ocasião encontravam-se junto a Soledad, seus companheiros, Pauline Reichstul, Eudaldo Gómez da Silva, Jarbas Pereira Márquez, José Manoel da Silva e Evaldo Luiz Ferreira, cabe salientar que o filho que Soledad estava a esperar era de José Anselmo dos Santos ou “Cabo Anselmo” como era conhecido nos meios militares.

O último poema de Soledad Barret Viedma foi composto e endereçado para sua mãe numa forma de despedida:

Mãe, me entristece te ver assim
o olhar quebrado dos teus olhos azul céu
em silêncio implorando que eu não parta.
Mãe, não sofras se não volto
me encontrarás em cada moça do povo
deste povo, daquele, daquele outro
do mais próximo, do mais longínquo
talvez cruze os mares, as montanhas
os cárceres, os céus
mas, Mãe, eu te asseguro,
que, sim, me encontrarás!
no olhar de uma criança feliz
de um jovem que estuda
de um camponês em sua terra
de um operário em sua fábrica
do traidor na forca
do guerrilheiro em seu posto
sempre, sempre me encontrarás!
Mãe, não fiques triste,
tua filha te quer.

(Soledad Barret Viedma)

Antes, de nos posicionar admiráveis e saudosos a elogios a atos de crueldade e tortura, faz-se necessário saber que houve aqui, uma Soledad, e que sua História foi real!

- Que sua memória jamais seja esquecida!

fonte de imagem: Reprodução
texto: Olinda de antigamente

TEMPOS MUDARAM E QUE AINDA MUDARÃO MUITO


Mulheres usam shorts curtos pela primeira vez em Toronto, no Canadá, chamando a atenção masculina e causando até um leve acidente de carro, 1937.
Fonte: Faceboock - Fotos do Século 19 & 20

2018 começou com o machismo "indecoroso" assassinando mulheres

2018 - AS MULHERES CONTINUAM SENDO ASSASSINADAS EM SÉRIE NO BRASIL!
INDIGNAÇÃO POR ESSES ATOS COVARDES E QUE SÃO FRUTOS DE UMA SOCIEDADE MISÓGINA E MACHISTA!!


domingo, dezembro 24, 2017

Nota de Repúdio


NOTA DE REPÚDIO CONTRA O LANÇAMENTO DO LIVRO “A DISCRIMINAÇÃO DO GÊNERO-HOMEM NO BRASIL FACE À LEI MARIA DA PENHA” NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
O Tribunal de Justiça de Pernambuco receberia hoje, em seu salão nobre, o lançamento do livro “A DISCRIMINAÇÃO DO GÊNERO-HOMEM NO BRASIL FACE À LEI MARIA DA PENHA”, de autoria de um magistrado de Pernambuco que já tem em seu histórico profissional a perseguição aos movimentos sociais e a resistência a um judiciário garantidor dos direitos e princípios constitucionais. O cancelamento do evento horas antes da sua realização não é suficiente para afastar a (ir)responsabilidade da Corte de Justiça do Estado para com a vida das mulheres. No Estado em que o aumento da violência contra a mulher em 2017, tanto em caso de estupro, quanto em caso de feminicídio, atingiu um nível catastrófico, não é à toa que o judiciário se torna cúmplice de métodos, argumentos e elaborações teóricas as quais tendem a manter a situação de vulnerabilidade da mulher. A histórica resistência de Maria da Penha e de tantas outras mulheres sujeitas à violência doméstica e familiar não pode ser reduzida a uma mera discussão teórica, sem qualquer conteúdo e capacidade de se inserir na realidade do debate. A igualdade enquanto princípio constitucional e necessário para o aprofundamento da democracia, traz em seu significado a compreensão das desiguais condições materiais (econômicas e sociais) que as mulheres possuem em razão da sistemática subjugação dos seus direitos, da sua dignidade e da sua liberdade. O Tribunal de Justiça de Pernambuco receber o lançamento de um livro que traz em seu título o esvaziamento da Lei Maria da Penha – um dos mais importantes avanços no combate à violência doméstica e familiar sofrida pelas mulheres – é ter em suas mãos o sangue de Josefa Severina da Silva Filha, Daiane Reis Mota e tantas outras mulheres assassinadas por seus parceiros sexuais. Não nos calaremos diante da suspeita e injustificável cumplicidade da Justiça de Pernambuco com nossas mortes. Não aceitaremos que nossos direitos sejam esvaziados em alto som nos salões nobres dos poderosos, enquanto nossas mortes são silenciosamente ignoradas. Nenhum direito a menos.
Assinam:
Instituto Maria da Penha
RENAP – Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares
Juristas pela Democracia
CPDH – Centro Popular de Direitos Humanos
GAJOP - Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares
Comissão de Direitos Humanos da OAB
Comissão da Diversidade e Gênero da OAB
Articulação de Mulheres Brasileiras
Grupo Robeyoncé de Pesquisa-Ação
DADSF - Diretório Acadêmico Demócrito de Souza Filho (Direito-UFPE) 
Grupo contestação 
Maria, vem com as outras! Grupo de extensão em combate à violência contra a mulher.
DCE Dom Helder Câmara - Gestão Ponto de Ruptura
Diretório Acadêmico Fernando Santa Cruz - gestão Sem Medo de Mudar
Coletivo MUDA
Grupo Asa Branca de Criminologia
Centro de Referência em Direitos Humanos da UFPB
RENFA - Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas
MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
Consulta Popular
Marcha Mundial das Mulheres 
União Brasileira de Mulheres 
Frente Brasil Popular
Secretaria de Mulheres do PT de Pernambuco
PartidA
Meu Recife
Mulheres no Audiovisual PE
MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
Rede de Mulheres Negras de Pernambuco
Levante Popular da Juventude
Mete a Colher
Deixa ela em paz
Candaces
Grupo Amhor
ComLés 
Núcleo de Estudo sobre Drogas da UFC
Coletivo Marcha das Vadias Recife
Coletivo de mães Feministas Ranusia Alves
Centro das Mulheres do Cabo 
LSR/PSOL
SOMOS PSOL - PE
Insurgência/PSOL
Conselho Regional de Psicologia 
Grupo Curumim 
Fórum de Mulheres de Pernambuco 
Círculo Palmarino - PE
Alternativa Popular
IBDFAM -PE
Comissão de Gênero do IBDFAM - PE
Núcleo de Pesquisa e Extensão sobre Drogas NUD/UFCG 
Grupo Marias de extensão e pesquisa gênero, educação popular e acesso à justiça - UFPB
Católicas Direito de Decidir 
Fórum de Mulheres em luta da UFPB
ANPSINEP - Articulação Nacional de psicólogas(os), pesquisadoras(es) negras (os) e pesquisadoras(es)
Coletivo Margarida Alves 
SOS Corpo Instituto Feminista para Democracia
Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT Pernambuco
Movimento de Mulheres Camponesas - MMC
Instituto Papiro
Cendhec – Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social
Comissão Pastoral da Terra
Fenatrad - Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas
Setorial de Mulheres da FENED - Federação Nacional de Estudantes de Direito 
Coletivo Flor do Mangue Recife
GEPCOL/UFPE - Grupo de estudos e pesquisas sobre poder, cultura e práticas coletivas
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Maria da Penha Fernandes – Instituto Maria da Penha
Anabel Pessoa – Sócia-fundadora do Instituto Maria da Penha
Clarissa do Rego Barros Nunes
Juliana Serretti de Castro Colaço Ribeiro
Elisa Maria Lucena Albuquerque 
Jéssica Barbosa Siqueira Simões
Maria Wedja Martins da Silva
Mariana Vidal Maia Monteiro 
Aline Marques
Juliana Teixeira (coordenadora do PPGD/UFPE)
Ana Carolina Cavanellas Gomes Pereira
Raíssa Mendonça Leal
Luiza Duarte Lindoso
Maria Joaquina da Silva Cavalcanti
Sophia Alencar Araripe Luna
Juliana Passos de Castro
Elissa Deimling
Luísa Duque Belfort de Oliveira
Renata Alves Calabria
Josenira Ilze do Nascimento 
Gabriela Borba da Costa Santos
Laís de Carvalho Lapa
Tieta Tenório de Andrade Bitu
Luana Paula Ribeiro Varejão
Maria lucia Barbosa 
Ana Cecília de Barros Gomes 
Jamile Cherem
Maria Julia Leonel
Eugênia Lima
Rute Mikaele Pacheco da Silva
Débora Fonseca Barbosa 
Clarice Soares Braz Mendes 
Luciana Veras de Paiva 
Gabriella Rodrigues Santos 
Maria Helena Villachan 
Paula Viana 
Maria Eduarda Omena Gomes 
Juliana Medeiros 
Rafaela Pacheco 
Tayse Ribeiro de Castro Palitot
Tatyane Guimarães Oliveira - Professora da UFPB 
Karen Cristina Correa de Melo
Ana Cláudia de Medeiros - UERN
Marleide Ferreira Rocha
Êmily de Amarante Portella 
Marleide Ferreira Rocha 
Daniella Alencar Matias 
Maria Fernanda Cherem - UFPR
Luísa Câmara Rocha
Gilmara Joane Macedo de Medeiros 
Rosângela Talib 
Maria Luiza Caxias
Maelly Souza Silva 
Sonia Lucia Lucena Sousa de Andrade 
Regina Maria de Vasconcellos Carbalhaes de Oliveira 
Clarissa Cecília Ferreira Alves 
Iáris Ramalho Cortês - advogada e Diretora do Cfemea 
Lourdes Bandeira - Professora da UNB 
Denise Dora - advogada e sócia-fundadora da Themis 
Carmen Hein Campos - advogada e Professora 
Leila Linhares Barsterd - advogada e Diretora da CEPIA 
Ela Wiecko de Castilho - Professora da UNB
Myllena Calasans de Matos - advogada 
Fabiane Simioni - professora da FURG a sócia da Themis 
Laina Crisóstomo - Advogada Feminista e presidenta da ONG TamoJuntas
Wânia Pasinato - Socióloga e Assessora USP mulheres. USP
Piedade Marques - Rede de Mulheres Negras 
Raquel Iracema Olinski 
Mônica Dos Santos Vasconcelos
Rubia Abs da Cruz - Advogada, Mestre em Direitos Humanos, Coordenadora Nacional Cladem Brasil
Michela Calaça
Thaisi Moreira Bauer
Jeiza das Chagas Saraiva - Pesquisadora da UFPE assina a nota
Ana Carla Lemos - Grupo Luas
Mylla Vaz
Sofia Ximenes Antonácio
Rosane M. Reis Lavigne - Defensora Pública do Estado do Rio de Janeiro, integrante do Fórum de Justiça.
Geane Bezerra Cavalcanti
Márcia Maria Andrade
Alexandra Coelho Pinheiro de Vasconcelos
Márcia Maria Andrade
Ana carolina lobo montenegro 
Mayza Allani da Silva Toledo
Keli Ferraz Rodrigues
Leyllyanne Bezerra de Souza
Maria Eduarda dos Santos Barbosa
Albanise Pires - Comissão Nacional de Mulheres do PSOL 
Danielle Portela

sexta-feira, dezembro 22, 2017

FEMINICÍDIOS NO BRASIL - ANO: 2017

O FEMINICÍDIO é um crime de ódio à mulher. 
É a última etapa de uma sequência contínua de violência contra a mulher que leva ao assassinato.
O motivo desse tipo de crime é resultante da depreciação e discriminação do homem à mulher.
É mais grave do que  o homicídio, porque desse crime doloso  cometido contra mulheres tem a intenção  decisiva  e implacável de matar. 

Casos de Feminicídios no ano em curso - 2017
O FEMINICÍDIO CONTINUA ATÉ OS ÚLTIMOS DIAS DO ANO: 

Na festividade de  final de ano do dia 31 de dezembro de 2017, homem assassina mulher, filho e mais dez pessoas em Campinas no interior de São Paulo. 
Antes de ser atingido por um tiro e ser assassinado também o filho disse: "Você matou a mamãe!" 

Isamara - ex-mulher do assassino Sidnei de Araujo - na foto com João, o filho também assassinado

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Resultado de imagem para Renata Rodrigues Aureliano assassinada
Renata Rodrigues Aureliano foi queimada no dia do  Réveillon na cidade de Campestre - MG  e morreu dia dois de janeiro de 2017, no hospital, com o corpo todo queimado. O assassino foi o ex-companheiro Jéferson Diego Caetano da Costa, lutador de MMA. O casal já estava separado há quatro meses. Um dos filhos do casal - um menino de dez anos assistiu  a tudo. 
A mulher já havia registrado um boletim de ocorrência por causa das ameças dele. O homem foi levado para o presídio em Poços de Caldas.

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"Solto após agredir a ex-mulher, em Palmas- TO, médico a mata logo em seguida

O médico Álvaro Ferreira da Silva, foi preso no sábado, solto no domingo e é suspeito de matar mulher na segunda

Na noite desta segunda-feira (18) a professora Danielle Christina Lustos Grohs foi achada morta dentro de casa em Palmas, no Tocantins. De acordo com informações do portal G1 TO, o marido da pedagoga, o médico Álvaro Ferreira da Silva, é o principal suspeito do crime e está foragido. Álvaro havia sido preso no sábado (16) e foi solto em audiência de custódia no domingo (17). Edson Monteiro de Oliveira Neto, advogado de Danielle, afirmou que a professora já havia sido ameaçada de morte várias vezes pelo médico. O corpo da mulher foi achado de bruços na cama, com sinais de enforcamento. A polícia foi acionada pelo próprio defensor, que passou o dia tentando entrar em contato com Danielle sem sucesso.

Relacionamento
Danielle e Álvaro viveram juntos de 1997 a 2016. Irritado com a separação ocorrida no ano passado, o médico chegou a ordenar que a água do ímovel onde a ex-mulher morava fosse desligada. De acordo com informações,  no dia 16  ele invadiu a casa e tentou esganar a ex-mulher, quando foi preso em flagrante. Na delegacia, a professora disse ainda que Álvaro descumpriu uma medida protetiva que o obrigava a não se aproximar dela.

Soltura
Apenas um dia depois de ser preso, Álvaro foi levado para audiência de custódia. A promotoria pediu que ele seguisse detido, porém o juiz Edimar de Paulma, após ouvir o suspeito, determinou que a detenção não era necessária e ordenou que ele fosse solto sem pagar fiança. Em depoimento, o médico negou que tinha agredido a ex.


Segundo a polícia, na segunda-feira, o médico voltou para a casa de Danielle e a matou. Na terça, o foragido enviou mensagens para Simara Lustosa, sua ex-sogra, afirmando que já saiu de Palmas e que considera a Lei Maria da Penha, instrumento para proteger mulheres de agressões de companheiros, "fraudulenta". 


 Diario de Pernambuco Publicado em: 20/12/2017 
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TERRIFICANTE 
Mais um FEMINICÍDIO. Dessa vez na cidade de Recife - PE
UFPE declara luto oficial de três dias pela morte da estudante Remís CarlaUniversitária, que estava desaparecida há seis dias, foi encontrada morta na tarde deste sábado (23)
Fonte: Dário de Pernambuco

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), divulgou, no final da noite deste sábado (23), uma nota em que declarou luto oficial de três dias pela morte da estudante de Pedagogia Remís Carla Costa, encontrada morta em um terreno no bairro da Caxangá no início da tarde deste sábado (23). O reitor da universidade, Anísio Brasileiro, decretou luto oficial de três em homenagem a estudante.
A  estudante de Pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estava desaparecida desde o domingo (17).  Ela havia sido vista pela última vez no bairro da Caxangá, na Zona Oeste do Recife, após ter discutido com o namorado e sair da casa dele sem dar informações para onde iria. O nome do homem não foi divulgado.
Segundo a mãe da jovem, Rosinete Maria, ela e a filha moravam juntas em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Nos finais de semana, a moça costumava ir para a casa do namorado, no bairro da Caxangá. As informações que a família tem sobre a universitária até o momento do desaparecimento foram fornecidas pelo namorado de Remís. Ele afirmou que eles haviam discutido e, em seguida, ela saiu do local. De acordo com a família e amigos, o casal já havia morado juntos e que brigavam entre si frequentemente. 

Confira a íntegra da nota divulga pela UFPE:

Esta não é apenas uma nota de pesar da UFPE pela morte da estudante de Pedagogia Remís Carla Costa, já confirmada pela Secretaria de Defesa Social do Estado. É também um manifesto indignado pela forma violenta como nossa aluna morreu, ainda tão jovem, aos 24 anos. Seu corpo foi encontrado em adiantado estado de decomposição, neste sábado (23), enterrado perto da casa do namorado dela, na Zona Oeste do Recife. A UFPE deposita sua confiança nas autoridades para que a justiça seja feita. O reitor Anísio Brasileiro decretou luto oficial de três dias pelo falecimento da estudante. Toda comunidade acadêmica lamenta profundamente a morte de Remís Carla e se solidariza com sua família e amigos. O enterro será amanhã, em horário ainda indefinido, no Cemitério Campo Santo São José, em Paulista.


DADOS ALARMANTES 

Entre 1980 e 2013, 106.093 pessoas morreram por sua condição de ser mulher.
Taxa de feminicídios no Brasil é quinta maior do mundo.
No Brasil, a taxa atual de feminicídios é de 4,8 para 100 mil mulher.


Nos outros estados brasileiros  o quadro de Feminicídio se assemelham ao Paraná:
Feminicídio: 119 mulheres já foram assassinadas no Paraná  em 20017
Nesta semana, três mulheres foram mortas na Grande Curitiba, em menos de 48 horas.    (Fonte:http://www.tribunapr.com.br)
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Mais uma mulher é assassinada de forma brutal no Recife
Vítima sofreu violência sexual e tortura

A fisioterapeuta Tássia Mirella, vítima de feminicídio
Mizaelly Mirelly; Celina Moura; Claudia Zerati e Nathalia Aparecida,
vítimas de feminicídio em São Paulo

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Estamos Todas Solidárias Com o Movimento de Mulheres Camponesas -MMC e Tb com MPA e MTD

A imagem pode conter: texto
A Articulação de Mulheres Brasileiras vêm à público solidarizar-se às/aos camponesas/es em greve de fome na Câmara dos Deputados – do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) e do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos (MTD, pedindo para que os/as parlamentares federais não aprovem a Reforma da Previdência, um golpe nos direitos das mulheres! 


A AMB é parceira do Movimento de Mulheres Camponesas, que aderiu ontem à greve de fome, na luta por uma reforma inclusiva, universal e solidária. Em articulação com outros movimentos de mulheres, juntas temos resistido a essa e a iniciativas anteriores de reformas que caminham sempre no sentido de retirar direitos, tentando acabar com o diferencial de 5 anos entre homens e mulheres no acesso à aposentadoria, o desmonte da previdência rural e a não inclusão dos/as trabalhadores informais. 


Hoje, o diferencial de tempo de contribuição e de idade de aposentadoria entre homens e mulheres é o único mecanismo a reconhecer a divisão sexual do trabalho, que destina às mulheres piores salários, piores condições de trabalho, maiores responsabilidades e maiores jornadas de trabalho não remunerado.

Sabemos que essa reforma tem sido ferrenhamente negociada pelo governo golpista de Michel Temer e seus aliados, sendo moeda de troca para sua permanência no poder. No caminho trilhado pela aprovação da PEC do teto dos gastos públicos em saúde e educação (PEC da Morte), da nova Lei de Terceirização e da Reforma Trabalhista, a reforma da previdência segue a lógica de entregar à iniciativa privada a oferta de serviços primários, livrando o Estado de seu papel de provedor de serviços para o povo brasileiro.

As camponesas e camponeses são @s responsáveis pela alimentação de nosso povo e serão gravemente prejudicados com o desmonte da previdência rural previsto nesta reforma. Nos solidarizamos ao gesto dessas camponesas e camponeses e seguimos em resistência a essa e demais medidas contra nossos
direitos! 

Nós mulheres Trabalhamos Demais e temos Direitos de Menos!
Não à Reforma da Previdência!

Articulação de Mulheres Brasileiras- AMB, 12 de dezembro de 2017









domingo, dezembro 10, 2017

Cinco escritoras indígenas contemporâneas que você precisa conhecer!

Fonte: https://visibilidadeindigena.blogspot.com.br/2016/04/cinco-escritoras-indigenas.html


O foco em autoras contemporâneas é importante para evitar uma ideia estereotipada da cultura indígena. Importa saber o que se faz hoje, que autores podemos ler hoje. Talvez a lista não seja perfeita nem honre todas as escritoras que merecem esse espaço. E claro que não honra os tantos autores homens, mas essa matéria se foca em discutir arte feita por mulheres.  

Por, Luisa Geisler.


Eliane Potiguara
         Eliane Potiguara é professora e escritora indígena brasileira, de origem potiguara. Trabalha com diversos projetos que envolvem propriedade intelectual indígena, como o Instituto Indígena de Propriedade Intelectual e a da Rede de Escritores Indígenas na Internet, além de fazer parte da Rede Grumin de Mulheres Indígenas. Foi uma das 52 brasileiras indicadas para o projeto internacional “Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz”.No seu website oficial, a autora divulga sua literatura, em conjunto de um blog como parte de seu trabalho na rede GRUMIN de Mulheres Indígenas, da qual é fundadora e coordenadora.
Um de seus livro, Metade Cara, Metade Máscara (2014) fala de amor, de relações humanas, paz, identidade, histórias de vida, mulher, ancestralidade e famílias. É uma mensagem para o mundo, uma vez que descreve valores contidos pelo poder dominante e, quando resgatados, submergem o selvagem, a força espiritual, a intuição, o grande espírito, o ancestral, o velho, a velha, o mais profundo sentimento de reencontro de cada um consigo mesmo, reacendendo e fortalecendo o eu de cada um, contra uma auto-estima imposta pelo consumismo, imediatismo e exclusões social e racial ao longo dos séculos.


Lia Minapoty
Lia Minapoty é brasileira, maraguá, palestrante e atuante dentro da causa indígena. É autora de “Com a noite veio o sono”, publicado pela Leya. O livro trata do modo de pensar que os maraguás têm a respeito da noite. O livro trata de temas maraguás, informações relevantes à diversidade cultural do país, como por exemplo, a luta de reconhecimento e demarcação de terras indígenas. Dentro disso, o livro apresenta ilustrações de Maurício Negro. Lia tem um blog sem posts desde 2011, mas que mostra muito de sua arte até aquele momento, além de textos sobre a cultura indígena e sobre sua carreira.

Janet Campbell Hale

Janet Campbell Hale é uma escritora nativo-americana. O pai da autora era totalmente Coeur d’Alene, enquanto sua mãe era parte Kootenay e irlandesa. Por isso, o trabalho da autora em geral explora questões da identidade nativo-americana, ainda com questões como pobreza, abuso e a condição da mulher na sociedade. Escreveu Bloodlines: Odyssey of a Native Daughter, que é em parte biográfico, mas em parte uma discussão da experiência nativo-americana; The Owl’s Song,The Jailing of Cecilia Capture e Women on the Run.



Graça Graúna

Graça Graúna é descendente de potiguaras e se formou em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco. Também fez um mestrado sobre mitos indígenas na literatura infantil e se doutorou em literatura indígena contemporânea no Brasil. É autora de Canto Mestizo (Ed. Blocos, 1999), Tessituras da Terra (Edições M.E, 2001) e Tear da Palavra, de 2007. Escreveu obras infanto-juvenis como Criaturas de Ñanderu (Ed. Manole, 2010).








Marisol Ceh Moo

Marisol Ceh Moo é mexicana, escreveu X-Teya, u puksi’ik’al ko’olel (Teya, un corazón de mujer), que foi o primeiro romance escrito em idioma maia. O livro foi publicado numa edição bilíngue pela Dirección General de Culturas Populares (México), com a versão em maia e em castelhano. Em entrevistas, a autora explica que as publicações em língua maia só haviam trazido narrativas curtidas, como o conto, o poema, o mito e as lendas. Marsiol Ceh Moo queria mais liberdade com os personagens, tempos verbais e contextos e, para isso, sentiu necessidade de uma narrativa mais longa.Teya, un corazón de mujer é o primeiro romance escrito por uma mulher em um dos idiomas indígenas do México e narra o assassinato de um militante comunista em Yucatán (México). A autora recebeu por essa narrativa o reconhecido Premio Nezahualcóyotl de Literatura en Lenguas Mexicanas.







Por, Luisa Geisler.
Essa lista está longe de perfeita e aceito críticas e sugestões.
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